ATIVIDADE 2º ANOS: PROFº TATI - ARTE
- agdacoordenadora
- 26 de mar. de 2020
- 4 min de leitura
Festivais de Música Popular na Arte brasileira

Os Festivais de Música no Brasil, aconteceram na década de 1960, pois o Brasil passava por um certo desenvolvimento em sua economia, logo, se consolidou por novos símbolos de modernidade.
No campo das artes, podemos destacar que essa renovação se deu justamente em relação à ascensão da televisão.
Como uma ferramenta nova de comunicação capaz de remodelar o comportamento e a relação do público com os bens culturais produzidos naquela época. Surgindo assim, os festivais de músicas televisionados.
Esse evento fez história no país. Os Festivais da Canção que ocorreram de 1965 a 1972, promovidos pelas emissoras de TV tais como Globo, Record.
O surgimento da Tropicália vem desta época de efervescência político e cultural.
Deste caldeirão musical podemos apontar Os Mutantes e cantores como Caetano Veloso, Tom Zé e Gilberto Gil.
Com os destaques de algumas músicas de protesto, como a de Geraldo Vandré, “Para Não Dizer Que Não Falei das Flores “, também conhecida como “Caminhando”
Que ficou em segundo lugar no 3º Festival Internacional da Canção, atrás de “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Buarque.
Tropicalismo
O tropicalismo foi um movimento de suma importância para a transformação cultural do Brasil. Surgiu entre o período de 1967 e 1968 com um coletivo de artistas da música, artes plásticas e cênicas, fazendo parte da transição pós-bossa nova e quebrou o conservadorismo da arte através de uma proposta de universalização da linguagem, mais afinada com a revolução da própria década.
O grupo que iniciou o processo era composto por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethania. Em paralelo, artistas como Tom Zé, Jardes Macalé, Helio Oiticica, Glauber Rocha, Torquato Neto, Capinan, os Novos Baianos, Secos e Molhados e Mutantes.
A cultura brasileira sempre foi conservadora e se restringia a importar de europeus e não só na música como também na literatura e artes plásticas, os artistas vanguardistas ficavam a margem da comercialização e do gosto popular.
Antes do tropicalismo, a bossa nova ganhou fama internacional mostrando ao mundo a mistura de samba com jazz, em apresentações minimalistas. Ela deu início a esse processo de ruptura de dependência a outras culturas. Mas ainda assim, apesar de legítimo e rico, o movimento da bossa nova era elitista e exclusivo, não se misturava a meios populares e a cultura de raiz.
No final dos anos 60, um grupo de artistas teve a coragem de dizer não ao sistema e a normalização da cultura, em contrapartida da classista bossa nova e da cópia americana da Jovem Guarda. O movimento se iniciou na música, pelos baianos Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethania, que logo se misturaram a outras manifestações culturais que também romperam com as imposições e regras para criarem as próprias.
Na música, além da mistura da MPB com o rock e a inserção da guitarra elétrica, considerado um crime na época, apresentou uma revolução ainda maior na qualidade de suas letras. O discurso político inserido nas entrelinhas, a rebeldia da contracultura e a união de poetas de vanguarda com músicos, tornaram as canções verdadeiros marcos da literatura.
Seguindo o caminho do tropicalismo, Os Novos Baianos também inseriram todos esses elementos em suas canções, mas com uma postura mais hippie e livre. Já os Secos e Molhados se aproximavam um pouco mais do rock e tinham a performance revolucionária de seu cantor, Ney Matogrosso.
Porém, a maior referência de música tropicalista além de Caetano e Cia eram os Mutantes. Com Rita Lee a frente e sua imagem de americana, o grupo transgrediu em todos os setores e revolucionou o rock brasileiro, indo muito além das importações. Em suas músicas, Os Mutantes misturavam guitarra elétrica, letras jocosas e até românticas com ritmos brasileiros como o carimbó e maracatu.
A Arte Contestadora
O contexto político é crucial para os caminhos criados pelo tropicalismo. Em 1964, o país entrou na Ditadura Militar e se iniciou uma caça a opositores políticos e artistas, que poderiam utilizar a arte como forma de protesto político. Em 1968, foi criado o Ai-5, o mais duro ato do golpe militar, que fechou o Congresso nacional, cassou direitos políticos e vetou greves e qualquer tipo de manifestação. Dentro desse ciclo fechado de máxima repressão, o tropicalismo surgiu como uma nova voz artística brasileira, um olhar crítico e transformador para o país.
Questões dissertativas
1) O tropicalismo teve como uma de suas propostas a reinterpretação da cultura brasileira e latino-americana. A capacidade de misturar elementos de culturas estrangeiras aos nossos era uma das principais características que os representantes da Tropicália reivindicavam. Essa característica já havia sido apontada por outro movimento artístico intelectual brasileiro, qual movimento artístico e esse e explique suas fases:
2) Entre as propostas estéticas do movimento tropicalista, ou Tropicália, podemos destacar:
3) Leia as três estrofes abaixo e responda:
No pulso esquerdo o bang-bang Em suas veias corre Muito pouco sangue Mas seu coração Balança um samba de tamborim
Emite acordes dissonantes Pelos cinco mil alto-falantes Senhoras e senhores Ele põe os olhos grandes Sobre mim Viva Iracema ma, ma Viva Ipanema ma, ma, ma, ma...
Os versos acima são da canção “Tropicália”, de Caetano Veloso.
Partindo desses versos, observamos que possuem elementos ressignificados que compõem a ideia de uma cultura mista, com referências diversas, explique:
4) O gênero canção de protesto, com letras politicamente engajadas, era frequente nos festivais e, entre seus principais representantes, estavam Chico Buarque e Geraldo Vandré. Explique este período da arte:
5) As Bienais de Arte, em sua maioria se alicerçam em qual tipo de arte, explique:



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